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Povo da Rua e caminhos "do Mal"?

Com certeza vocês já ouviram muitos nomes de Exus e Pombo Giras "intimidadores", como por exemplo; Maria Padilha do Inferno, Sete Cruzes, Maria Mulambo do Inferno,Pombo Gira Rainha do Inferno, etc...


Mas porquê esses nomes se eles não são demônios?

Hierarquia Dos Exús E Pomba Gira Na Umbanda

Conhecendo a hierarquia dos Exús e Pomba Gira na Umbanda pertencente a cada Orixá (Oxalá, Yemanjá, Ogum, Oxossi, Obaluayiê, Xangô e Ibeji).



História do Zé da Esquina


Zé da Esquina sempre foi um homem muito humilde, não se sabe ao certo qual era o nome dele, ele nasceu na rua porque sua mãe era moradora de rua, um belo dia a mãe dele saiu para pedir comida e a espancaram até a morte, assim ele viveu sozinho nas ruas com medo de ser espancado ele nunca pediu nada a ninguém mesmo assim as pessoas davam comida para ele, assim ele foi crescendo... A partir dos 17 anos ele começou a usar suas palavras para fazer as amizades certas e as usou para  conseguir dinheiro com sua estrategias... Certo dia ele estava pensando quando passou uma moça e ela a achou muito linda e puxou assunto, falaram durante horas e se apaixonaram, alguns dias depois eles quiseram ter um namoro firme e ela apresentou ele a seu pai, porém o pai dela não gostou dele por ele ser morador de rua e porque ele usava muito a maconha... Era ensaio de carnaval da Imperatriz, ele gostava muito de samba e a escola dele era a Imperatriz mesmo... Ele estava indo para lá com sua namorada escondido do pai dela, ele sentiu uma coisa estranha no peito mas não levou a sério, quando chegaram em frente a escola um homem encapuzado sussurrou no ouvido dele:

-Hoje é o dia
- Ele disse - Que dia?
- Com um sorriso sarcástico no rosto o homem disse - O dia que ganharei meu pagamento

E com um movimento rápido o homem deu um tiro nele e correu, a moça tentou o socorrer mas era tarde... E foi a ultima vez que ele viu os portões da Imperatriz, A moça apanhou muito quando chegara em casa e seu pai a expulsou de casa, fora de casa ela teve que se prostituir para ganhar dinheiro, um belo dia ela foi assassinada pelo que fazia na rua e daquele dia em diante ela seria chamada de Malandra Maria Navalha das Almas e agora eles vivem juntos ajudando a todos que tem um amor proibido e diz ele que sempre desfila junto a Imperatriz, sempre na frente...

Tudo sobre Sr. Exú Capa Preta


(Musifin) - Pertence a linha negativa de Oxossi serventia do caboclo Cobra Coral, esta na hierarquia cabalística como Décimo sétimo comandado de exu calunga. Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de umbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas.
Recebe também oferendas de padê(Farofas), carne de porco, ejé, Pimenta e etc...
Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua capa, fazendo evocações não à problemas que ele não possa solucionar.
Possui uma aparência imponente, mas crispado. Apresenta-se muito sério, fechado, taciturno. Visto em um médium que trabalha com essa entidade, que a mesma quase nunca piscava os olhos, ficando-os quase fixos e de forma penetrante.

Seu poder
Musifim é um Exu muito famoso por resolver problemas aparentemente sem solução, através da Magia da Kimbanda. Faz o errado virar certo e o certo virar errado como bem lhe convêm.
Tem o poder, e possui o conhecimento para fazer trabalhos espirituais utilizando os feitiços da magia para manipular os elementos que envolve os reinos vegetal, mineral e animal. Manipula estes elementos através da magia negra, para resolver problemas que envolvam negócios relacionados a área profissional, afetiva, saúde e espiritual, não importando o quão difícil seja a situação.
Seus trabalhos são eficazes, de resultado imediato, soluciona quais quer problemas dentro de 7 dias após a realização do trabalho solicitado.
Caminhos
  • Exu Faca de dois gumes
  • Exu Mironga
  • Exu Capa Preta das Encruzilhadas
  • Exu Capa Preta do Cemitério
  • Caracteristicas
    ArmaTrabalha com crânio, pólvora, punhal, fita preta, bonecos, figuras, pontos riscados, terra de cemitério, caixões
    Bebidaspinga com mel, marafo, absinto, licor, conhaque, bebidas finas
    FumaCharutos
    Guiaamarela, vermelha e preta
    IndumentáriaSua apresentação, inclusive que lhe deu o nome, é de sempre usar uma capa preta que o envolve.
    Velasamarela, vermelha e preta, vermelha e preta bicolor
    Pontos Riscados
    Ponto Riscado Guardião Capa Preta
    Ponto Riscado Guardião Capa Preta
    Ponto Riscado Guardião Capa Preta

    Exú Caveira

    Exu Caveira foi nomeado por Oxalá, quando da criação da vida humana na Terra, para cuidar do desencarne. Da mesma forma que todo espírito, inclusive o seu e o meu, é uma incriado, sempre existiu; entretanto sua consciência é mais antiga que a da maioria dos espíritos habitantes desta esfera, anterior a criação da Terra. Seo Caveira habitava as Águas Ancestrais, das quais Zambi e Oxalá criaram tudo que vemos e parte do que não vemos.


    Para um melhor entendimento faço uma analogia: Seo Caveira é como um carrasco na Terra e um policial de alta patente no plano astral. Um Exu lavrador do campo da escuridão, da esquerda; responsável por ceifar a vida terrena, do indivíduo, no momento certo. Mas não tenham medo, isso porque ele também cuida da vida; ninguém faz hora extra na Terra mas o desencarne prematuro existe. Exu entra aí, cuidando de seus protegidos para que não façam uso indevido de seu livre arbítrio de forma a abreviar sua existência.



    Exu Caveira é desdobramento do Sr. Omulú que assume a forma de Exu Caveira para trabalhar ativamente na Quimbanda. Seu Caveira disse certa vez que encarnou na Terra pela 1ª vez há pouco mais de 30.000 anos: "Quando encarnei pela primeira vez na Terra, há mais de 30.000 anos, estava tudo desolado e tive que me alimentar de um óleo que brotava do chão para sobreviver", disse ele explicando porque costuma beber azeite de dendê puro. Em suas passagens terrenas sofreu as mesmas provações que os seres humanos comuns, para aprender e alcançar um maior grau de evolução. Apesar de gostar das coisas boas aqui da Terra nunca foi muito endinheirado ou teve posições de grande destaque na sociedade, optou sempre por levar uma vida simples. Teve encanações como: caçador, pagé, bruxo, adivinho, mago, profeta, sacerdote, padre inquisidor, xamã, eremita, monge, senhor de engenho, navegador e jesuíta, entre outras.

    A falange do Sr. Caveira é formada basicamente pelos Exus: Tata Caveira, João Caveira, José Caveira, Exu Caveirinha, Meia-noite, Pemba, Brasa, Carangola, Pagão, Arranca Toco, Pomba Gira Rainha do Cemitério, Maria Quitéria, Maria da Gargalhada... Observando o respeito mostrado por outros Exus ao Seu Caveira, durante a Gira, chamando-o de 'chefe' podemos constatar que sua falange principal é composta por um total de 49 Exus, sendo que por sua vez e pela ordem, cada um destes têm mais 7 Exus a seu serviço, e assim por diante, formando uma grande legião. 

    MENSAGEM da SENHORA POMBAGIRA ROSA CAVEIRA

    Um dia uma moça me procurou e perguntou meu nome. Eu disse: 
    ―Sou Rosa Caveira. Ela respondeu: 
    ―Credo! E eu: 
    ―Credo por quê? Qual o motivo? 
    ―Esquisito…, tornou ela.

    Bom, para quem não me conhece, vou explicar esse nome.
    Sou Rosa Caveira.
    Trabalho pela Rosa do Amor da Vida, trazendo a Caveira da Morte para tudo aquilo que pretenda matar o Amor.
    Não sou dona da Rosa e nem da Caveira. Sou apenas filha e servidora, por devoção. Do meu jeito, do jeito que posso.

    A Rosa é símbolo da Mãe da Compaixão.
    A Caveira é símbolo do Pai da Vida.

    A Rosa é o Amor Divino que não morre nunca.
    A Caveira só mostra e recolhe o que não pertence ao Amor, para restaurar a Vida. Pois sem Amor não há Vida.

    Trago a Rosa para dar Vida a quem desaprendeu a amar.
    Trago a Caveira para recolher o sentimento de amor que secou no coração humano.

    Se você olha para uma rosa, nem sempre lembra que a raiz dela está na terra. E a terra precisa de qualidade para manter essa vida. O que sustenta a flor não é visível ao olho comum. E o que pode estar matando a flor também não.
    Quem secou por dentro do coração deixou de viver. Ninguém vê, mas está acontecendo. Então eu trago a Caveira para recolher essa dor, essa “morte em vida”. E trago a Rosa para renascer aquele coração.
    Sou Rosa Caveira. E só. Ajudo como posso, para que mais e mais corações estejam vivos. E para que todos compreendam que Morte é renascimento, e nunca é fim.
    O tecido que adoece precisa ser removido, para que um novo surja e o todo se mantenha vivo. Tudo trabalha para que o Amor permaneça, pois Ele é Fonte de Vida.

    Nenhuma dor vem sozinha. Ela traz consigo a força da reparação.
    É isso que faço: trago caminhos de reparação para as dores do coração, para que todos tenham Vida.
    Receba da minha Rosa o Amor, a cor, o perfume, a luz. Desperte no seu coração o gosto pela Vida, que nasce alimentado pelo Perdão, pela Compaixão e a Misericórdia de Deus.

    Entregue para a minha Caveira tudo aquilo que vem consumindo o seu coração: a mágoa, o ressentimento, a revolta, o desamor, o desespero, a falta de confiança e o desrespeito por si mesmo, os pensamentos de vingança, tudo.
    E não queira amarrar ninguém ao seu lado! Porque o Amor não se impõe, Ele só abraça, acarinha e dá Vida. Desista desse crime, porque o Olho que Tudo Vê é também o Pai da Liberdade.
    Limpe a taça do seu coração do fel do desejo de posse a qualquer preço. Alimente-o com o Mel da Mãe da Compaixão, para ter também o amparo do Pai da Vida.
    Escolha se quer estar vivo ou se pretende ser um morto-vivo.
    Sua alma não morrerá nunca. Mas os seus sentimentos podem adoecer e secar. Não permita. Cultive rosas no seu coração e encontrará perfume em todos os caminhos por onde passar.

    Aceite a Rosa que lhe ofereço.
    A Caveira não lhe posso dar. Sem ela eu não teria como lhe ajudar a se tornar, para todo o sempre, uma filha ou um filho devoto da Rosa Maior.

    Aceite a Rosa do Amor e cultive-a no coração. Foi Ela quem me salvou quando eu andava perdida na escuridão, buscando morrer, sem saber que as almas não morrem jamais.

    Por isso me tornei uma servidora da Rosa e uma portadora da Caveira.
    Esta Caveira só faz por nos lembrar que “morte” é ilusão, pois o que existe é a Eternidade da Vida.

    Então, aproveite! Reaqueça seu coração de Amor e viva a Eternidade desde já.

    Laroyê Rosa Caveira!

    Mensagem do Exú Caveira

    Eu posso ser um Exú, posso ter feito muita coisa errada ou não, posso parecer o Diabo mas não sou! não é apenas porque eu sou feito de caveira ou Exú do lodo vem da lama e é deformado Exú morcego vive na escuridão... todos nós fizemos muitas coisas erradas, por isso fomos penalizados mas já restaurando... Quando você morre existe o juízo final que é decidido se você foi bom ou ruim pela sua vida... Se você foi ótimo você vai para o céu para viver como um anjo ou se Oxalá quiser você vira uma entidade para ajudar curando pessoas e praticando a caridade... Se você for regular na vida você ganha a penitência de perambular como alma em terra até se purificar e reencarnar... Mas se você já matou, estuprou, violentou, assassinou ou espancou alguém... Você pode ter a penitência ou de Virar uma Exú/Pomba Gira para tentar evoluir a caridade e ter a opção de reencarnar ou ser uma entidade para sempre ou é mandado para o inferno sem chance alguma de voltar ou as vezes perambular em terra para sempre... Então não me julgue pelo meu modo de ser, pela aparência, eu já fiz muitas coisas erradas e tive a chance de virar um Exú muito respeitado depois de praticar muita caridade... Agora eu já sou evoluído mas preferi virar uma entidade para continuar ajudando e dando conselho para todos...

    História do Exú Tiriri

    Aconteceu em Portugal, final do século dezenove. Passam 
    das 23:00 horas quando Bartolomeu Custódio bate à porta de 
    seu primo e é atendido pelo rapaz que, visivelmente, foi
    acordado pelas insistentes batidas.

    - Primo, preciso urgente de ti!
    - Fernando manda-o entrar deixando claro estar contrariado com a visita repentina em tão tardio horário.
    - Nem me fale Bartolomeu! São réis o que deseja. Não é?
    - O homem baixa a cabeça e responde num fio de voz:
    - Perdi mais de mil no carteado do Barão senão pagar ele ameaçou
    acabar com minha família.
    - Mil? Estás louco? Não faz um mês que paguei sua divida de quinhentos e já vens aqui pedir-me mais de mil? Onde vais parar, ou melhor, aonde vou eu parar com tantos réis que se vão ladeira abaixo? Achas que por ter tido sorte na vida tenho que carregá-lo nas costas? A ti, tua família, teu maldito vicio?
    - Bartolomeu ouve tudo sem levantar os olhos.
    - Primo, só tenho a ti para recorrer. O que será de minha mulher e meus filhos? Juro-te que nunca mais jogarei um só conto em nada! - O rapaz está descontrolado e replica aos gritos:
    - Já ouvi essa ladainha muitas vezes e não vou mais cair nessa conversa. Vá ao Barão e diga que não tem, não conseguiu, e ele que espere. Ainda ontem a pobre de tua mulher veio até aqui pedir-me comida. Crês nisso? Tive que dar comida a tua família.
    Enquanto tu espezinha-me com dívidas de jogatina. Olhe
    para ti! Estás em estado lamentável, além de cheirar a vinho
    à distância. Saia já de minha casa.
    - Dirige-se para a porta e a abre com violência. Bartolomeu levanta-se lentamente, de seus olhos caem lágrimas, é duro ter que ouvir tudo que está ouvindo, apesar de ser a mais pura verdade. Faz ainda uma última tentativa.
    - Primo, pelos teus filhos, ajuda-me!
    Fernando continua parado à porta apontando a rua.
    - Fora daqui, vagabundo! Nunca mais me apareça, porco imundo!

    Sem mais nada dizer o homem retira-se lentamente ouvindo
    o baque violento da porta atrás de si. Caminha tropegamente
    enquanto as lágrimas embaçam sua visão. Sabe que fez
    tudo errado. Sempre! Foi mulherengo, bêbado, viciado em
    jogos. Tem a exata noção do péssimo pai e marido que é.
    Seu primo tem toda a razão em humilhá-lo. Sem perceber,
    depois de muito caminhar, está sobre uma ponte. Talvez seja
    essa a única saída. Faz uma pequena prece e atira-se nas
    águas profundas do rio. O espírito de Bartolomeu Custódio
    durante anos perambulou por sendas escuras e tortuosas.
    Passado um longo tempo e depois de rever erros e acertos
    de vidas anteriores, foi amparado por mentores que o
    encaminharam para a labuta do resgate cármico. Hoje,
    trabalhador de nossos terreiros, é conhecido como o grande
    Exu Tiriri, elegante, educado e sempre com um profundo
    respeito.

    História do Exú do Lodo

    Exú Rei e sua esposa decidiram andar pelo mundo para verificar a qualidade do trabalho que realizavam seus súditos. Disfarçaram-se e seguiram por caminhos diferentes.
    A Pomba Gira Rainha caminhava por uma trilha quando se deparou com um grande pântano, sujo e podre, que lhe impedia de seguir em frente.
    Perdeu-se em pensamentos imaginando como fazer para atravessá-lo. De repente, surgiu a sua frente um homem, com a aparência de um ermitão, bastante despenteado e maltrapilho.
    A imagem sombria do desconhecido a assustou a principio, mas logo ficou lisonjeada, quando ele, rapidamente, retirou sua capa e a jogou sobre o lago para que ela pudesse passar. Nesse instante ela pode ver nos olhos dele uma grande desolação.
    A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito e fascinado pela beleza daquela estranha mulher que nunca tinha visto, o homem, que era Exu do Lodo, sentiu o amor invadir-lhe o peito.
    A soberana chegou ao palácio e contou ao marido o que tinha descoberto:
    - Conheci um ser nobre que cuida de um pântano imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e ajuda a pessoa a superar os obstáculos. Eu vi a tristeza em seus olhos por ter um local como aquele para cuidar, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado. Tem uma figura, curva, malcheirosa e bruta, mas é humilde e cortês.
    Exú Rei, impressionado pelas palavras da mulher, resolveu convidar o estranho homem para um jantar no palácio real. Sua intenção era premiá-lo por sua dedicação à missão que lhe tinha sido imposta e pelo respeito à sua esposa. Ordenou então ao general de seu exército, que fosse até ao pântano, levando o convite.
    Chegando à Mansão Real, Exu do Lodo surpreendeu-se ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amava. A dor, ao mesmo tempo, invadiu-lhe a alma. Sabia que tinha de esquecê-la para sempre.

    Naquela noite, Exu Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar à sua direita. E desde então, é esse o lugar que ele ocupa, mantendo a base do trono de seu monarca.
    Pomba Gira Rainha deu-lhe um lenço perfumado com seu aroma, pedindo que ele guardasse nele suas lágrimas, e ao retornar à sua morada, o jogasse no meio do pântano.
    Naquela noite, enquanto voltava, cabisbaixo, pensava no amor que deveria esquecer, quando as lágrimas corriam, as limpava com o lenço presenteado. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observá-lo deslizando sobre o charco. Do lenço saíram todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre a água suja, espalhadas como um colar de pérolas que se quebrara. Na manhã seguinte, ele encontrou no local onde tinha atirado o lenço uma planta, e as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que se colavam à ela. Considerou um presente de sua Rainha e aspirou a fragrância do seu amor.
    Depois de algum tempo, a história repetiu-se. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho e de repente estacava em frente ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe a capa. Ao fitar a bela mulher, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as à ela. Emocionada a mulher sorriu e olhou-o com carinho. Era, Maria Mulambo, que a partir daí, nunca mais o deixou sozinho.

    História do Exú Morcego

    Em um castelo, inteiramente de pedra, mal cuidado e isolado no meio de uma floresta, típico daqueles pertencentes ao feudo europeu, vivia um homem branco e corpulento, trajando uma surrada roupa, provavelmente antes pertencente a um guarda-roupa fino. Percebia-se o desgaste causado pelo passar do tempo, pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate, com um enorme crucifixo do mesmo cobiçado material. Parecia viver na solidão, muito embora no castelo vivessem vários serviçais.
    Porém nem sempre foi assim, era um cientista renomado, e apaixonou-se por uma linda mulher, porém sua amada já tinha seu companheiro, após uma revolta utilizou de uma armadilha e matou o marido da donzela que não o pretendia, após o ocorrido ele se trancou na torre do castelo, onde muitas vezes era seu local de estudos.
    No momento sua cabeça estava revoltada, e ele implorava ajuda e auxílio de Deus, porém no desespero, quando a ajuda não venho, ele se ajoelhou e segundo a entidade João Caveira, ele entoou as seguintes palavras.
    “Se o Bem não me quer, em entrego ao Mal de braços abertos”.
    E ajoelhado encostou a cabeça na fria pedra da parede com as mãos também apoiando a parede.
    Nunca mais ouviu-se falar daquele homem.
    Ao passar dos anos a torre do castelo foi esquecida, até que um dia uma geração depois, um homem quis saber o que havia naquela torre. Ao abrir a pesada porta, viu as janelas fechadas com pedra, e só pequenas frestas foram feitas no alto das paredes. A luz não podia entrar. A torre não tinha paredes internas, formando uma enorme sala, com pesada mesa de madeira tosca, tendo como iluminação dois castiçais de um só vela cada, as velas estavam acessas. Ao lado da tênue luz das velas, livros se espalhavam sobre a mesa, mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. Ao melhor a iluminação do local, viu de braços abertos, com um capuz preto cobrindo sua cabeça, ajoelhado olhando para parede, escutou estranhos e finos sons, quando colocou um pé para dentro da sala, o capuz bateu como asas, e voou para cima, restando somente pó.

    História de Tranca Rua das Almas



    seu nome foi Geraldo,mais a alguns dias descobri seu sobrenome branco compostella ,bem tranca ruas não foi de fato um médico como

    se diz nas letras de seus pontos ,ele foi na verdade uma especie de curandeiro,sua especialidade era a extração de dentes,trabalhava com ervas virgens e em especial com cascas de uma arvore que tinha proximo ao seu castelo,era um homem muito rico nascido em berço de ouro,Geraldo quando jovem tinha vontade de se tornar um padre em um mosteiro em sua cidade(Galícia ,na Espanha) ,todo esse sonho foi interrompido durante uma missa cujo qual ficou em seu pensamento um distinta senhora que havia ído se confessar.

    ele passou então a frenquentar a todas as missas ,tentando desesperadamente encontrar essa mulher,depois de um mês quando estava na ante sala da igreja ele ouviu uma voz suave chamando pelo padre ,e para sua surpresa era a tal mulher.sem pensar em nada fingiu ser o padre ,a mulher então beijou lhe a mão e pediu para que ele lhe perdoasse seus pecados,ela disse a ele que a bruxaria fazia parte de sua vida e nada poderia fazer para afasta la de seus caminhos e que estava saindo daquela cidade por que temia que a inquisição a julgasse,nesse mesmo momento geraldo se calou e disse a mulher ,desde que te vi pelas missas não consigo pensar em outra coisa a não ser voce,não sei se estou enfeitiçado ,mais o que sinto é mais que o suficiente,e se voce vai sair desta cidade que seja comigo.

    Geraldo voltou a seu castelo,vendeu todos os seus bens e nunca mais voltou a cidade de galicia,ele foi morar com Maria e começou a se envolver demais com os segredos do oculto,logo Geraldo passou a se tornar um mestre na arte de enfeitiçar,e passou para o lado da magia negra,com medo de perder Maria, geraldo celou um pacto com o diabo para que a mesma fosse para sempre sua e de nenhum outro homem.

    sua alma passou a ser do diabo,que cobrava cada vez mais pelo seu feito,alguns anos se passaram e Maria adoeceu,nenhum feitiço era capaz de lhe devolver a saúde,Geraldo desesperado pensando perder sua amada mais uma vez recorreu ao diabo,porem disse a ele ,que se fizesse o que ele queria seu preço seria cobrado apos a morte de Maria ,Geraldo sem pensar aceitou,na manhã seguinte Maria se levantou e nada mais tinha ,ela viveu intensamente somente mais três dias ,falecendo queimada por uma vela que incendiou todo o casebre.

    por culpa de Geraldo ,Maria não conseguia descansar em paz,seu espirito ficou perdido junto com as almas sem luz,e Geraldo dedicou seus últimos dias a buscar um jeito de livrar a alma de sua amada,ele morreu logo depois de desgosto,e o diabo levou sua alma ,após sua passagem tornou se o guardião das almas sem luz que tentam se livrar dos caminhos escuros ,por isso seu nome tranca rua das almas.hoje sua missão é levar ajuda a quem esta perdido,e ele tambem guarda os espirítos zombeteiros afim de que paguem seus pecados,para voltarem ,reencarnarem.essa é a historia de tranca rua das almas.

    História do Tatá Caveira



    Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós. Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio".

    Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.

    Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro.

    Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.

    O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave. Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.

    Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado.

    A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.

    Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas.

    Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados.

    Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.

    Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram.

    Entre os exus da linha de Caveira, existem: Caveira, João Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros. Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Caveira enquanto vivo.

    Como entidade, o Chefe-de-falange Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos. São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange.

    Caveira é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco.

    No entanto, Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento. Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Caveira não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira. Considera a pior das traições a traição de um amigo.

    Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Caveira Chefe-de-falange. O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.

    No entanto, uma vez amigo de Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e em outras evoluções.

    Mensagem dos Exús


    Quando perguntam ao Exú sobre doenças psicossomáticas, se essas realmente existem e se é verdade que a mente do ser humano é capaz de causar doenças físicas mesmo sem o real intento, este responde:
    "Quando a boca cala...  o corpo fala!!!
    O resfriado escorre quando o corpo não chora.
    A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
    O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
    O diabetes invade quando a solidão dói.
    O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
    A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
    O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
    A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
    As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
    O peito aperta quando o orgulho escraviza.
    O coração infarta quando chega a ingratidão.
    A pressão sobe quando o medo aprisiona.
    As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
    A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
    Preste atenção!
    O plantio é livre, a colheita, obrigatória... preste atenção no que você está plantando, pois será  a mesma coisa que irá colher!!